Notícias dos últimos dias com afirmações da titular da Secretaria de Minas e Energia e do presidente da CEEE destacam inadimplência da CEEE em relação ao repasse do ICMS recolhido nas contas da CEEE-D como sendo suficiente para quitar os salários do funcionalismo que recebe parceladamente.
O destaque sobre esta matéria interessa ao governo José Ivo Sartori (MDB), que deseja ampliar a argumentação que justifica seu projeto de privatização, esperando reforçar uma imagem de ineficiência, má gestão e prejuízos à população gaúcha.
A CEEE-D está entre as maiores recolhedoras do ICMS no Estado, tendo gerado R$ 1,7 bilhão em 2017. Em decorrência desse expressivo valor, se sujeita a um rigoroso controle sobre suas faturas e vigilância apurada sob os prazos de repasse ao erário.
A secretária e o presidente confundem a população ao afirmar que o passivo resolveria o problema do atraso de salários: o montante acumulado apresentado desde 2016 é insuficiente para quitar um único mês de salários do funcionalismo estadual. Além disso, ambos silenciam sobre a importância da arrecadação da CEEE-D para a administração financeira do governo, a qual é viabilizada com recursos do Caixa Único do Estado, majoritariamente composto com receitas da empresa.
O Caixa Único é um lastro financeiro à disposição do governo para despesas de curto prazo. O Grupo CEEE vem apresentando resultados técnicos e financeiros destacados, posicionando a empresa entre as melhores do País em diversos critérios de avaliação, especialmente aqueles obtidos pelas pesquisas de opinião.
O Índice da Aneel posicionou-a em 4º lugar entre as distribuidoras.
Na pesquisa Abradee, foi considerada como benchmark em fidelidade do cliente. Já os investimentos totalizaram R$ 211 milhões em 2017, e se preveem R$ 361 milhões em 2018.
Defendemos a manutenção do Grupo CEEE como empresa pública, produtora de riquezas para o Estado.
Presidente do Sintec-RS