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Porto Alegre, domingo, 06 de abril de 2025.

meio ambiente

- Publicada em 17 de Março de 2010 às 00:00

CMPC cria reserva natural particular de 2,4 mil hectares


Claudio Fachel/JC
Jornal do Comércio
A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Barba Negra, uma área de 2,4 mil hectares (equivalente a cerca de 2,4 mil campos de futebol) da Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro, deverá ser aberta ao público na segunda metade do ano. O termo de compromisso foi assinado ontem com a presença da governadora Yeda Crusius, secretários estaduais e empresários.
A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Barba Negra, uma área de 2,4 mil hectares (equivalente a cerca de 2,4 mil campos de futebol) da Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro, deverá ser aberta ao público na segunda metade do ano. O termo de compromisso foi assinado ontem com a presença da governadora Yeda Crusius, secretários estaduais e empresários.
Com área de 10,6 mil hectares, a Fazenda Barba Negra é a maior das propriedades da CMPC Celulose Riograndense no Estado para a produção de eucalipto. A área está inserida em uma península entre a Lagoa dos Patos e o Guaíba, aproximadamente 40 quilômetros ao sul de Porto Alegre. Em suas terras, além de patrimônio histórico (casarão colonial e capela de arquitetura portuguesa construídos no século XVIII), funciona um laboratório de pesquisa genética para estudo e melhoramento do eucalipto, há plantios de eucaliptos, viveiro de mudas e uma extensa área natural preservada.
O presidente da CMPC Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, relata que os planos de manejo estão sendo desenvolvidos e, inicialmente, a estimativa é de que sejam investidos em torno de R$ 200 mil na estruturação e proteção da reserva. A ideia é promover estudos envolvendo a flora e fauna da região. Nunes adianta que um dos objetivos é instalar um centro de educação ambiental para escolas. "Tentaremos flexibilizar o máximo possível do acesso do público, desde que não se perca o controle", afirma o dirigente. Nunes acrescenta que a companhia já avalia outros biomas para abrir novas reservas. A RPPN é uma modalidade de unidade de conservação que prevê a proteção com caráter perpétuo de uma área particular. Tem a finalidade de proteger e preservar o ecossistema natural, proporcionar refúgio para a fauna e a flora locais e proteger as áreas de preservação permanente existentes em seu interior. Para transformar um espaço particular em RPPN, é necessário que o local seja de relevância ambiental.
Quanto ao plantio de eucaliptos para a produção de celulose na unidade Guaíba, o gerente florestal da CMPC Celulose Riograndense, Renato Alfonso Rostirolla, informa que a ação começou neste mês de março e irá até outubro. A expectativa é plantar ainda neste ano cerca de 17 mil hectares com mudas clonadas (adaptadas para o ambiente gaúcho). Com esse desempenho, a CMPC Celulose Riograndense chegará a cerca de 125 mil hectares plantados e a meta é alcançar 150 mil hectares de plantio efetivo. Com essa área, mais 90 mil hectares serão destinados à preservação. Rostirolla comenta que a companhia está pronta para realizar a ampliação da capacidade industrial da planta de Guaíba.

Uso de carvão vegetal de áreas nativas pode ser proibido

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, quer que empresas siderúrgicas parem de usar carvão vegetal de áreas nativas até 2013. A medida integra uma minuta de decreto que o ministério vai encaminhar nesta semana para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta lista uma série de ações para combater o desmatamento do Cerrado. Além do fim do uso do carvão vegetal, o texto traz ações de monitoramento, fiscalização e incentivo para preservação.
Pela proposta do ministério, a proibição do uso de carvão de áreas nativas valeria para empresas consumidoras de mais de 50 mil metros cúbicos de lenha e 25 mil metros cúbicos de carvão vegetal. Hoje, as medidas restritivas abrangem apenas empresas com consumo superior a 100 mil metros cúbicos. Como no mercado há poucas empresas com porte tão grande, na prática, a restrição é muito pouco usada, disse Minc. "Até 2013, se as empresas não demonstrarem que todo carvão vegetal que usam é de área replantada, serão punidas com multas e corte de crédito."
Responsável por 5% da biodiversidade do planeta e uma das savanas mais ricas do mundo, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados do País. Entre 2002 e 2008, foram devastados 85 milhões de vegetação nativa. Para tentar reverter essa tendência, o governo criou um grupo de trabalho encarregado de criar o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas do Cerrado. As propostas da pasta do Meio Ambiente foram apresentadas ontem e serão encaminhadas a setores do governo para avaliação.
Minc afirmou que todas as sugestões serão enviadas nesta semana e, em sua avaliação, não haverá resistência por parte de outros setores do governo. "Não vejo motivo para que isso não seja aprovado. Sem o plano, dificilmente conseguiremos atingir a meta de redução de 40% do desmatamento no cerrado até 2020."
O ministro acredita que a meta pode ser atingida antes mesmo do prazo previsto. "Avaliamos que até 2012 chegaremos lá." Além de decreto determinando prazo para grandes indústrias substituírem o carvão vegetal de florestas nativas pelo de florestas plantadas, a equipe de Minc sugere a edição de um decreto definindo 20 municípios prioritários, onde seriam concentradas ações de fiscalização, controle e incentivo de atividades de manejo sustentável.
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