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Publicada em 31 de Março de 2025 às 16:30

Reunião de prefeitos da Granpal buscará soluções para superlotações em hospitais

Gestores devem se reunir na quinta (3) para tratar da saúde na Região Metropolitana de Porto Alegre

Gestores devem se reunir na quinta (3) para tratar da saúde na Região Metropolitana de Porto Alegre

Alex Rocha/PMPA/JC
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Bolívar Cavalar
Bolívar Cavalar Repórter
Uma reunião a ser realizada na próxima quinta-feira (3) pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) buscará diagnosticar as razões para as superlotações de hospitais da RMPA e desenvolver um plano de ação com soluções para a saúde para ser entregue, posteriormente, aos governos estadual e federal. Os prefeitos da região se encontraram nesta segunda-feira (31), na Capital, em Assembleia Geral Ordinária (AGO) que reelegeu o prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PDT), como presidente do Consórcio da Granpal. 
Uma reunião a ser realizada na próxima quinta-feira (3) pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) buscará diagnosticar as razões para as superlotações de hospitais da RMPA e desenvolver um plano de ação com soluções para a saúde para ser entregue, posteriormente, aos governos estadual e federal. Os prefeitos da região se encontraram nesta segunda-feira (31), na Capital, em Assembleia Geral Ordinária (AGO) que reelegeu o prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PDT), como presidente do Consórcio da Granpal. 
O encontro desta quinta deve reunir os secretários de saúde dos 25 municípios da Região Metropolitana e diretores hospitalares. Conforme Marcelo Maranata, a reunião será para “entender o tamanho da dificuldade e poder pontuar aquilo que precisa ser feito urgente”.

Na avaliação de Maranata, há problemas estruturais e financeiros na saúde dos municípios da Região Metropolitana. “As duas coisas não podem andar separadas. Não adianta a gente botar mais dinheiro em Porto Alegre e não ter uma capacidade estrutural hospitalar para aguentar a demanda. É necessário investimento na Região Metropolitana, e estruturar os hospitais para que no médio e longo prazo a gente possa atender a demanda da população”, pontuou o prefeito.
O presidente do Consórcio da Granpal ainda realizou críticas ao programa Assistir, lançado pelo governo Eduardo Leite (PSDB) em 2021. Conforme Maranata, a “intenção foi boa, mas agora não está atendendo a população”. O programa Assistir reestruturou os repasses do Estado a municípios com gestões hospitalares próprias. Muitos gestores municipais, porém, vêm apontando problemas no modelo.

O prefeito de Guaíba também criticou o Piratini por não ter respeitado, nos últimos anos, o mínimo constitucional para a saúde. Os governos estaduais devem destinar pelo menos 12% da receita corrente líquida para esta área, o que não vem sendo aplicado nos últimos exercícios da gestão de Eduardo Leite.

Sobre isso, o presidente do Consórcio da Granpal disse estar em contato com o procurador-geral de Justiça do Estado, Alexandre Saltz, para auxiliar que se garanta o cumprimento do mínimo por parte do Piratini. “O Ministério Público está do lado dos prefeitos para que o Estado faça cumprir o mínimo constitucional, que é de 12%. E o Estado vem repetindo, ano após ano, e não batendo esta meta, e apenas 9%. E isso a gente está falando de bilhões para a saúde”, disse Maranata.

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