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Publicada em 01 de Abril de 2025 às 18:34

Março o ano inteiro

Márcia Barbosa, diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

Márcia Barbosa, diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

Simers/Divulgação/JC
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Márcia Barbosa
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O mês de março normalmente é um período voltado à celebração da força das mulheres e de suas conquistas ao longo da história. Mas também, da lembrança de que ainda temos um caminho a percorrer. E dentro deste cenário, há no Rio Grande do Sul neste momento uma situação alarmante. Nos últimos dias, de forma triste e revoltante, tivemos o registro de pelo menos dois episódios de agressões contra médicas que atuavam em unidades de saúde de Uruguaiana e Santa Cruz. Esses episódios são reflexos de uma realidade que não pode mais ser ignorada.
A violência contra profissionais da saúde não pode ser banalizada ou tratada como caso isolado. Não podemos permitir que as médicas, que dedicam suas vidas ao cuidado da população, sejam vítimas de agressões verbais e físicas em seus locais de trabalho. Além de colocar em risco a integridade dessas profissionais, esse ambiente hostil compromete a qualidade do atendimento prestado à comunidade.
Quando encerramos o mês da mulher, se torna ainda mais relevante a campanha lançada pelo Simers incentivando que casos como estes sejam denunciados. Entendemos que, quando uma profissional de saúde é agredida, todo o sistema é atingido. E este é um compromisso que não termina com o mês de março. Precisamos de uma mobilização dos governos para implementar medidas efetivas de prevenção. A presença de mais segurança, protocolos claros de proteção aos profissionais e campanhas de conscientização são alguns dos passos necessários para transformar essa realidade.
O problema da violência se agrava ainda mais quando lembramos que muitos médicos e médicas trabalham sem receber. A precarização das condições de trabalho, somada à insegurança, afasta os profissionais. Não são raros os relatos de médicas que recusam plantões em determinados locais por medo de agressões, um receio legítimo diante do cenário que enfrentamos.
O Simers seguirá atuando para dar visibilidade a essa grave situação. Pois defender as médicas é defender a saúde!
Diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul
 

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