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Publicada em 31 de Março de 2025 às 08:37

HIMSS 2025: conexões inteligentes são o futuro da saúde digital

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Paulo MagnusEstar na HIMSS Global Health Conference 2025, com um estande próprio pela primeira vez, foi um marco para a MV. Sempre participamos deste evento, considerado o maior sobre tecnologias para a saúde, mas, desta vez, tivemos a oportunidade de mostrar ao mundo nossa visão para uma saúde verdadeiramente conectada, na qual ferramentas tecnológicas trabalham a favor do paciente.
Paulo Magnus

Estar na HIMSS Global Health Conference 2025, com um estande próprio pela primeira vez, foi um marco para a MV. Sempre participamos deste evento, considerado o maior sobre tecnologias para a saúde, mas, desta vez, tivemos a oportunidade de mostrar ao mundo nossa visão para uma saúde verdadeiramente conectada, na qual ferramentas tecnológicas trabalham a favor do paciente.
Essa conexão ficou evidente no lançamento de nosso conceito Jornada Assistencial Conectada, viabilizado por meio da união de nossas soluções para oferecer um ecossistema digital integrado e eficiente. A proposta foi apresentada para um público global e reforçou um ponto essencial: a inovação precisa estar a serviço da experiência do paciente, tornando os processos mais ágeis e a tomada de decisão mais precisa.
Isso, inclusive, passa pelo campo da inteligência artificial, que tem o potencial de revolucionar a forma como os médicos prestam atendimento aos pacientes. A personalização do atendimento e a contextualização do histórico, aliadas à geração de insights clínicos, são o futuro da relação assistencial. O med.ai da MV, apresentado na nossa Jornada Assistencial Conectada durante a HIMSS, é uma IA desenvolvida para apoiar a decisão clínica, analisando dados do paciente e fornecendo recomendações de tratamento personalizadas. Mais do que isso, a ferramenta permite que os profissionais de saúde tenham mais tempo para a assistência ao paciente, enquanto a IA registra automaticamente os dados da conversa entre médico e paciente e auxilia na tomada de decisão, garantindo mais precisão nos diagnósticos e tratamentos. A solução, única no Brasil com aval da Anvisa, representa o avanço do setor rumo a uma saúde digital mais eficiente e acessível.
E olhando para esse mundo inovador, a HIMSS 2025, que ocorreu de 3 a 7 de março em Las Vegas (EUA), nos mostrou que o setor de saúde está em um momento de virada nesse cenário. A tecnologia não é mais um diferencial, mas um requisito essencial para oferecer um atendimento de qualidade. O conceito de experiência do paciente substituiu o antigo foco no “engajamento”, reforçando a necessidade de criar interações mais intuitivas e personalizadas. A jornada digital precisa ser simples, eficiente e, acima de tudo, centrada no ser humano.
Assim como na maioria dos fóruns de saúde atualmente, o tema inteligência artificial foi onipresente na HIMSS. A aplicação da IA na saúde já não é uma novidade, mas vimos no evento uma abordagem mais madura e realista sobre seu impacto. Em nossa visita à Microsoft, por exemplo, conhecemos tecnologias projetadas para otimizar o fluxo de trabalho clínico. Mas também ouvimos alertas importantes: a integração com sistemas legados continua sendo um desafio, e há uma tendência de superestimar o que a IA pode entregar no curto prazo. Precisamos estar sempre cientes de que esta tecnologia não é uma solução mágica – para que seu uso seja realmente transformador, é preciso infraestrutura adequada e profissionais capacitados para extrair seu melhor potencial.

Outra tendência que chamou atenção foi a diferenciação entre assistentes e agentes de IA. Enquanto os assistentes funcionam como suporte, fornecendo insights e recomendações, os agentes têm uma atuação mais ativa, podendo influenciar processos clínicos e automatizar determinadas etapas. O que antes parecia futurista começa a se tornar realidade, com sistemas que permitem interações cada vez mais naturais entre médicos e prontuários eletrônicos, facilitando a tomada de decisão baseada em dados clínicos.
A cibersegurança também esteve no centro das discussões. O aumento de ataques cibernéticos contra hospitais e organizações de saúde reforçou a necessidade de estratégias robustas para proteção de dados. Vimos debates sobre o uso de blockchain para garantir segurança na troca de informações médicas, mas ainda há um longo caminho a percorrer até que essas soluções se tornem padrão no setor.
O desafio da interoperabilidade continua sendo uma das principais barreiras para uma saúde digital verdadeiramente integrada. O uso do padrão FHIR foi amplamente debatido e, embora haja avanços, algumas plataformas ainda impõem restrições na integração de dados. A importância dos data lakes colaborativos foi destacada como um caminho promissor para permitir a troca segura de informações entre instituições e gerar insights preditivos para otimizar o atendimento.
Entre as inovações que mais impressionaram, destaco o hospital automatizado da Samsung, na Coreia do Sul. Desde 2008, a instituição opera sem papel (paperless) e sem filmes radiológicos (filmless), alcançando o nível máximo de certificação HIMSS. Além da eficiência operacional, a instituição tem se destacado no uso de robôs interativos no tratamento infantil, mostrando como a tecnologia pode humanizar o cuidado e tornar terapias mais eficazes.
Volto do evento com a certeza de que a Jornada Assistencial Conectada da MV está alinhada com a visão de futuro apresentada na HIMSS 2025. Nossa missão é seguir impulsionando uma transformação digital que vá além da automação, promovendo conexões reais entre tecnologia e cuidado.
CEO da MV

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