Porto Alegre, sex, 04/04/25

Publicada em 01 de Abril de 2025 às 18:33

Fábricas de Gramado tentam segurar preço do chocolate para a Páscoa

Com forte elevação do cacau no cenário internacional, estratégia para a Páscoa é readequar os produtos

Com forte elevação do cacau no cenário internacional, estratégia para a Páscoa é readequar os produtos

Fábrica Florybal/Divulgação/JC
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Larissa Britto
Larissa Britto Repórter
Nesta Páscoa, os ovos de chocolate ficarão mais caros que o habitual para os consumidores. Isso porque o valor do cacau sofreu um aumento mundial e chegou a subir cerca de 200% em 2024, em comparação ao ano anterior, o que impactou diretamente na produção e vendas de chocolates este ano. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a crise do cacau deve-se às mudanças climáticas, já que os dois maiores produtores mundiais, Costa do Marfim e Gana, no continente africano, tiveram uma queda nas plantações provocadas pelo El Niño, o que elevou o preço da tonelada de US$ 2,5 mil para US$ 8 mil, e gerou um déficit de 700 mil toneladas no mercado brasileiro.
Nesta Páscoa, os ovos de chocolate ficarão mais caros que o habitual para os consumidores. Isso porque o valor do cacau sofreu um aumento mundial e chegou a subir cerca de 200% em 2024, em comparação ao ano anterior, o que impactou diretamente na produção e vendas de chocolates este ano. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a crise do cacau deve-se às mudanças climáticas, já que os dois maiores produtores mundiais, Costa do Marfim e Gana, no continente africano, tiveram uma queda nas plantações provocadas pelo El Niño, o que elevou o preço da tonelada de US$ 2,5 mil para US$ 8 mil, e gerou um déficit de 700 mil toneladas no mercado brasileiro.
Com isso, os ovos sofreram um aumento de 9,5% em seu preço este ano, conforme dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Para reverter esse cenário, a indústria brasileira adotou estratégias para vender diferentes tipos de produtos sem impactar o consumidor, como ovos com novas gramaturas, composições com castanhas, pistache, amendoim e frutas, com tamanhos diversos que atendam às preferências de consumo do público.
Permanecendo nesta tendência, em Gramado, na Serra Gaúcha, a Associação dos Chocolateiros de Gramado (Achoco) também aplicou tais alternativas. "Nós fizemos algumas estratégias, como alguns produtos menores, com menor peso, variando gramagem, também recheios, que não são à base de cacau para poder não repassar todos esses aumentos para o consumidor final", afirma o presidente da associação, Fabiano Contini. No entanto, segundo o presidente, o preço da matéria-prima no cenário internacional reduziu em cerca de US$ 5 mil a tonelada no início de 2025, o que ajudou a reverter a expectativa de um aumento ainda maior.
A Achoco estima um crescimento de 10% na produção para este ano, equivalente a mais de 700 toneladas, superando o ano passado, que comercializou em torno de 650 toneladas de chocolate. Atualmente, a cidade possui 28 empresas cadastradas como fábricas de chocolate, e sete estão vinculadas à associação. O presidente garante que não faltará chocolate este ano para as vendas no comércio, e venderão produtos com alto teor de cacau. Mesmo com a elevação nos preços, que variam entre R$ 30 e R$ 145, Contini acredita que os consumidores não estejam preferindo os chocolates alternativos em detrimento dos ovos tradicionais.
Por ser considerada uma das cidades brasileiras relacionadas ao chocolate, estima-se que somente entre os dias 28 de março e 21 de abril, quando ocorrerá a ChocoPáscoa Gramado, cerca de 700 mil pessoas visitem a cidade. Para suportar a alta demanda, o setor contratou aproximadamente 2 mil trabalhadores de forma direta e indireta entre parques, fábricas, lojas e prestadores de serviços. 

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