O processo de licitação que escolheria a concessionária para realização das obras de restauro, reforma, gestão, operação, manutenção e conservação do complexo da Maesa foi suspenso pela prefeitura de Caxias do Sul. A data da abertura das propostas seria em 31 de março, o que não ocorrerá, para que o projeto passe por ajustes. O vice-prefeito, Edson Néspolo, reuniu-se com integrantes do governo e lideranças de áreas como a empresarial e a comunitária para tratar sobre o edital, e foi acordado a suspensão devido à falta de concretude e integralidade do edital, apontadas pelas três empresas que manifestaram interesse.
O vice-prefeito é o responsável pelo tema na administração, e explica quais ajustes ainda devem ser realizados. "São basicamente quatro itens que nós vamos colocar. Designar uma área para estacionamento, colocar um plano de ocupação da Maesa pela prefeitura, colocar a questão de que não haverá concorrência em outras áreas e melhorar a logística de chegada e saída do complexo", explicou. Ele complementa afirmando que, após a finalização das obras de infraestrutura, haverá a implementação de mais linhas de ônibus para aumentar a circulação de público no local.
A ideia é ter um Mercado Público, que será construído em parte da área onde ficava a Metalúrgica Abramo Ebere S/A, que entre os anos 1950 e 1990 atuou como uma indústria, e foi tombado em 2015 por ser considerado patrimônio histórico e cultural da cidade. Quando reaberto, a entrada para o complexo será gratuita, e o município poderá usar os espaços de eventos em datas determinadas.
O local, situado na rua Plácido de Castro, próximo ao centro da cidade, possui 52 mil metros quadrados (m²) e 13 mil m² serão destinados para a ocupação do mercado. Já os outros 40 mil m² ficarão com o município. A previsão é aplicar as alterações em abril e reabrir o edital no final do mês de junho, e Néspolo acredita que, com isso, deverá ter empresas interessadas na licitação.
A proposta mínima para a concessão é de R$ 547 mil e a empresa vencedora (que fará a gestão por 20 anos) ficará responsável pelas obras do mercado e do estacionamento, além das reformas da praça central no interior do local para feiras e atividades culturais. O vice- prefeito explica que para vencer a licitação, a concessionária deverá preencher os requisitos que estão no edital. "Nós estamos falando de um prédio centenário, que está deteriorado, então a reforma é geral. E não estamos falando num prédio normal, pois ele é tombado. Temos que fazer de acordo com um restauro, não é uma uma reforma simples", explica.
O complexo, que está em desuso há anos, passará a ser um centro comercial relevante para a economia caxiense. "É revitalizar uma área, dar um novo centro de encontro, é uma área que é emblemática. Eu acredito muito que vai ser o novo ponto de encontro dos caxienses. Vai ser numa área que remonta tudo", aponta. Ele diz que ainda não há previsão para início e conclusão das obras.