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Publicada em 25 de Março de 2025 às 16:46

Soldados de Israel espancaram vencedor do Oscar 'a noite toda', diz defesa

Documentarista foi atacado por um grupo de colonos israelenses que teriam espancado o diretor no vilarejo de Susiya, na Cisjordânia

Documentarista foi atacado por um grupo de colonos israelenses que teriam espancado o diretor no vilarejo de Susiya, na Cisjordânia

Eyad BABA/AFP/JC
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Agências
O documentarista palestino Hamdan Ballal, que foi atacado por colonos israelenses, passou a noite em uma base do exército sendo espancado por soldados de Israel. A informação foi publicada por um amigo dele, na manhã desta terça-feira (25).
O documentarista palestino Hamdan Ballal, que foi atacado por colonos israelenses, passou a noite em uma base do exército sendo espancado por soldados de Israel. A informação foi publicada por um amigo dele, na manhã desta terça-feira (25).
Após o ataque, ele teria sido levado para uma base do exército de Israel. Segundo o israelense Yuval Abraham, co-diretor da obra vencedora do Oscar, a advogada Leah Tsemel conseguiu contato com Ballal.
Documentarista teria relatado que passou ''a noite toda'' sendo espancado por dois soldados israelenses.
A situação aconteceu enquanto Hamdan estava "algemado e vendado" no chão, relatou a defesa. Agora, ele está detido na delegacia de polícia de Kiryat Arba. Não há informações, até o momento, sobre sua liberação.
Palestino venceu Oscar de Melhor Documentário deste ano. Ele é um dos quatro diretores de "Sem Chão", filme de israelenses e palestinos que denuncia a destruição da região de Masafer Yatta por soldados israelenses na Cisjordânia ocupada. No Brasil, "Sem Chão" está em cartaz nos cinemas e disponível para aluguel ou compra nas plataformas digitais.
Documentarista foi atacado por um grupo de 10 a 20 colonos israelenses mascarados que teriam espancado o diretor no vilarejo de Susiya, na Cisjordânia, na tarde de segunda-feira. Segundo Yuval Abraham, enquanto estava "ferido e sangrando, soldados entraram na ambulância que ele havia chamado e o prenderam". Colegas e familiares ficaram sem notícias até que a advogada conseguiu localizá-lo, na manhã seguinte.
Ativistas judeus-americanos presenciaram o ataque. Ao jornal The Guardian, alguns membros do "Centro para a Não-Violência Judaica" disseram que os colonos "começaram a atirar pedras contra os palestinos e destruíram um tanque de água perto da casa de Hamdan".
''Os colonos destruíram seu carro com pedras e cortaram um dos pneus. Todas as janelas e para-brisas estavam quebrados", disseram. Israel confirmou a prisão. Ao jornal Haaretz, as FDI (Forças de Defesa de Israel) afirmaram que "vários terroristas atiraram pedras em cidadãos israelenses, danificando seus veículos", mas que houve "arremesso mútuo de pedras".

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