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Publicada em 31 de Março de 2025 às 17:40

Casa Mirabal é reconhecida pelo governo federal e recebe nova sede

Entrega das chaves no Centro Histórico de Porto Alegre foi realizada nesta segunda-feira

Entrega das chaves no Centro Histórico de Porto Alegre foi realizada nesta segunda-feira

Juliana Koetz/Divulgação/JC
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Fabrine Bartz
Fabrine Bartz Repórter
Depois de quase uma década de acolhimento a mulheres vítimas de violência doméstica, a Casa de Referência Mulheres Mirabal recebeu, nesta segunda-feira (31), as chaves da nova sede. Localizado na rua Engenheiro Acilino Carvalho, no Centro Histórico de Porto Alegre, o espaço foi cedido pelo governo federal, por meio do programa Imóvel da Gente, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). O trabalho realizado na Casa Mirabal é organizado pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. De acordo com a coordenadora nacional do movimento, Nana Sanches, “foram praticamente nove anos de muita violência institucional”, para ter uma resposta considerada “positiva”. O novo espaço funcionará paralelamente com a sede atual na rua Souza Reis, no bairro São João, que atualmente abriga até 12 pessoas.
Depois de quase uma década de acolhimento a mulheres vítimas de violência doméstica, a Casa de Referência Mulheres Mirabal recebeu, nesta segunda-feira (31), as chaves da nova sede. Localizado na rua Engenheiro Acilino Carvalho, no Centro Histórico de Porto Alegre, o espaço foi cedido pelo governo federal, por meio do programa Imóvel da Gente, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

O trabalho realizado na Casa Mirabal é organizado pelo Movimento de Mulheres Olga Benário. De acordo com a coordenadora nacional do movimento, Nana Sanches, “foram praticamente nove anos de muita violência institucional”, para ter uma resposta considerada “positiva”. O novo espaço funcionará paralelamente com a sede atual na rua Souza Reis, no bairro São João, que atualmente abriga até 12 pessoas.

Com a ampliação do espaço, agora, a Casa Mirabal também deve ampliar or cursos profissionalizantes voltados às mulheres abrigadas e acolhidas. O contrato terá duração de 10 anos. “Serão duas unidades para administrar, será um grande desafio. É um novo trabalho que se inicia”, complementa Nana. Atualmente, as mulheres já recebem atendimento e acompanhamento psicológico.

Começamos o trabalho em 2016 e foram poucos os locais que tivemos esse reconhecimento que estamos recebendo aqui em Porto Alegre. É um marco histórico!”, celebra a coordenadora. O espaço também acolhe os filhos das mulheres vítimas de violência e se mantém ativo por meio de recursos próprios. A organização ainda reivindica uma política pública habitacional voltada às mulheres vítimas de violência impactadas pelas enchentes. Embora não tenha um número exato, Nana afirma que o número de mulheres acolhidas aumentou depois da catástrofe climática.
Nacionalmente, o Movimento Olga Benário já ocupou 27 imóveis. Embora o espaço seja cedido pelo governo federal, a manutenção é feita com recursos próprios. As doações podem ser feitas pela chave pix e-mail: mulheresmirabal@gmail.com.

Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 14 casas-abrigo, em municípios diferentes, que oferecem atendimento integral às mulheres em situação de violência doméstica sob risco de morte iminente, conforme a Secretaria da Igualdade, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). O número é o mesmo desde 2022. Lançada em 2021, a Cartilha do governo do Estado não contempla a Casa Mirabal. 

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