Motociclistas e ciclistas que trabalham com entregas ou transporte por aplicativos realizam nesta segunda (31) e terça-feira (1º) um protesto em Porto Alegre contra a precarização das condições de trabalho. A mobilização faz parte do "breque nacional", paralisação que ocorre em diversas capitais para pressionar as plataformas por reajustes nos valores pagos aos profissionais.
LEIA MAIS: Passagem de ônibus passa a custar R$ 5,00 em Porto Alegre a partir desta segunda-feira
Entre as principais reivindicações da categoria estão o aumento da taxa mínima de entrega de R$ 6,50 para R$ 10,00, a elevação do valor do quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,00 e a limitação do raio de atuação dos ciclistas para, no máximo, três quilômetros. Os trabalhadores também exigem que aplicativos como o iFood paguem o valor integral de cada pedido, já que atualmente entregas múltiplas resultam em pagamentos reduzidos.
“O iFood respondeu que respeita a paralisação, mas não abriu diálogo. As outras plataformas sequer se manifestaram”, afirma Angel Rossetti, do coletivo Entregadores Unidos pela Base. Segundo ele, além da desvalorização financeira, a categoria enfrenta pressões constantes dos aplicativos, como prazos rígidos para entrega e risco de bloqueios sem justificativa. Os entregadores também relatam dificuldades financeiras agravadas pelo aumento no preço dos combustíveis.
Outro problema apontado é a exposição à violência no trânsito e em interações com clientes e restaurantes, sem respaldo das empresas. “Na pandemia, éramos tratados como heróis. Hoje, estamos abandonados. Sofremos violência e as plataformas não fazem nada”, critica Rossetti.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o aumento da taxa mínima de entrega de R$ 6,50 para R$ 10,00, a elevação do valor do quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,00 e a limitação do raio de atuação dos ciclistas para, no máximo, três quilômetros. Os trabalhadores também exigem que aplicativos como o iFood paguem o valor integral de cada pedido, já que atualmente entregas múltiplas resultam em pagamentos reduzidos.
“O iFood respondeu que respeita a paralisação, mas não abriu diálogo. As outras plataformas sequer se manifestaram”, afirma Angel Rossetti, do coletivo Entregadores Unidos pela Base. Segundo ele, além da desvalorização financeira, a categoria enfrenta pressões constantes dos aplicativos, como prazos rígidos para entrega e risco de bloqueios sem justificativa. Os entregadores também relatam dificuldades financeiras agravadas pelo aumento no preço dos combustíveis.
Outro problema apontado é a exposição à violência no trânsito e em interações com clientes e restaurantes, sem respaldo das empresas. “Na pandemia, éramos tratados como heróis. Hoje, estamos abandonados. Sofremos violência e as plataformas não fazem nada”, critica Rossetti.
Ele ainda destaca que o modelo atual de pagamento obriga os entregadores a permanecerem nas ruas por longas jornadas para garantir um rendimento mínimo. “Não somos pagos pelo tempo que ficamos disponíveis, apenas por entrega concluída. Isso significa horas de espera, pressão para aceitar pedidos e prazos apertados. No fim, estamos exaustos, mal remunerados e expostos a riscos”, resume.
Na tarde desta segunda-feira, representantes do Sindicato dos Motociclistas e Ciclistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto-RS) e o advogado da categoria estiveram no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) para formalizar a paralisação. O grupo também denunciou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma suposta prática antissindical das plataformas, que teriam aumentado os valores das entregas nos últimos dias para desmobilizar os trabalhadores.
“Buscamos o Judiciário porque essas empresas só negociam quando há mediação. Agora, com essa formalização, elas terão que sentar e dialogar”, afirma Felipe Carmona, advogado do sindicato. Uma audiência entre as partes foi marcada para 23 de abril no TRT-4.
Além das reivindicações financeiras, o sindicato levou novas pautas ao tribunal. “Incluímos questões como as rotas duplas, os bloqueios injustificados, a dignidade nos locais de entrega e as longas esperas sem remuneração", detalha Carmona.
O protesto em Porto Alegre ocorre na avenida Praia de Belas, entre o shopping e a sede do TRT-4. Durante a tarde, o lado esquerdo da via chegou a ser bloqueado, mas a Brigada Militar informou que o trânsito seria normalizado ao longo do dia, com as motos estacionadas junto à calçada.
Na tarde desta segunda-feira, representantes do Sindicato dos Motociclistas e Ciclistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto-RS) e o advogado da categoria estiveram no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) para formalizar a paralisação. O grupo também denunciou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) uma suposta prática antissindical das plataformas, que teriam aumentado os valores das entregas nos últimos dias para desmobilizar os trabalhadores.
“Buscamos o Judiciário porque essas empresas só negociam quando há mediação. Agora, com essa formalização, elas terão que sentar e dialogar”, afirma Felipe Carmona, advogado do sindicato. Uma audiência entre as partes foi marcada para 23 de abril no TRT-4.
Além das reivindicações financeiras, o sindicato levou novas pautas ao tribunal. “Incluímos questões como as rotas duplas, os bloqueios injustificados, a dignidade nos locais de entrega e as longas esperas sem remuneração", detalha Carmona.
O protesto em Porto Alegre ocorre na avenida Praia de Belas, entre o shopping e a sede do TRT-4. Durante a tarde, o lado esquerdo da via chegou a ser bloqueado, mas a Brigada Militar informou que o trânsito seria normalizado ao longo do dia, com as motos estacionadas junto à calçada.