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Publicada em 28 de Janeiro de 2025 às 18:08

Mais de 740 mil estudantes não tiveram acesso às aulas durante as enchentes, informa Unicef

Conforme relatório da Unicef, 2 mil escolas estaduais foram impactadas pela enchente de 2024

Conforme relatório da Unicef, 2 mil escolas estaduais foram impactadas pela enchente de 2024

Divulgação/Sinepe/RS/JC
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Mais de 740 mil estudantes gaúchos não tiveram acesso às aulas durante o período das enchentes, segundo um levantamento realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O relatório, divulgado neste mês, indica que mais de 2 mil escolas da rede estadual de educação foram impactadas.O estudo intitulado de "Learning Interrupted - Global snapshot of climate-related school disruptions in 2024" analisou eventos climáticos mundiais que resultaram no fechamento de escolas ou na interrupção de forma significativa dos horários escolares. No ano passado, 242 milhões de estudantes, em 85 países, foram impactados por eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor, ciclones tropicais, tempestades, inundações e secas.
Mais de 740 mil estudantes gaúchos não tiveram acesso às aulas durante o período das enchentes, segundo um levantamento realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O relatório, divulgado neste mês, indica que mais de 2 mil escolas da rede estadual de educação foram impactadas.

O estudo intitulado de "Learning Interrupted - Global snapshot of climate-related school disruptions in 2024" analisou eventos climáticos mundiais que resultaram no fechamento de escolas ou na interrupção de forma significativa dos horários escolares. No ano passado, 242 milhões de estudantes, em 85 países, foram impactados por eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor, ciclones tropicais, tempestades, inundações e secas.
No Brasil, mais de 1,17 milhão de crianças tiveram as aulas interrompidas. A seca na região amazônica fez com que cerca de 1,7 mil escolas ficassem sem aulas, deixando 436 mil estudantes fora das escolas. “As crianças são mais vulneráveis aos impactos das crises relacionadas com o clima, incluindo ondas de calor, tempestades, secas e inundações mais fortes e mais frequentes”, afirmou a diretora executiva do Unicef, Catherine Russell.

Ainda de acordo com a diretora da Unicef, “as crianças não conseguem concentrar-se em salas de aula que não oferecem proteção contra o calor sufocante e não conseguem chegar à escola se o caminho estiver inundado ou se as escolas forem destruídas”, ressalta.

No ano passado, o mau tempo manteve um em cada sete estudantes brasileiros fora das aulas,  impactando a sua educação a longo prazo. Conforme o estudo, o aumento das temperaturas, as inundações e outros perigos climáticos podem danificar as infraestruturas e os materiais escolares, dificultar o trajeto para a escola, levar a condições de aprendizagem inseguras e afetar a concentração, a memória e a saúde física e mental dos alunos.

Em contextos frágeis, o fechamento prolongado das escolas torna menos provável o retorno dos alunos à sala de aula e coloca-os em maior risco de casamento infantil e trabalho infantil. Os dados mostram que as meninas são muitas vezes afetadas de forma desproporcional, enfrentando riscos maiores de abandono escolar e de violência baseada em gênero durante e após as catástrofes.

A análise mostra que quase 74% dos estudantes afetados no ano passado estavam em países de rendimento baixo e médio-baixo, mas nenhuma região foi poupada. 

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