Guilherme Kolling, de Hannover
Uma cerimônia cheia de simbolismos marcou a abertura da Feira de Hannover, neste domingo (30) à noite, na Alemanha. Uma ginasta entrou no palco e interagiu com robôs, que respondiam a suas acrobacias. O púlpito do palco também foi montado tendo como base o braço de robô. Para finalizar, um cachorro robô levou a logomarca da feira para ser inserida no espaço da apresentação. Tudo feito com o apoio da Inteligência Artificial (IA), que deve ser o principal tema da maior feira de tecnologia industrial do mundo, que começa nesta segunda-feira.
Uma cerimônia cheia de simbolismos marcou a abertura da Feira de Hannover, neste domingo (30) à noite, na Alemanha. Uma ginasta entrou no palco e interagiu com robôs, que respondiam a suas acrobacias. O púlpito do palco também foi montado tendo como base o braço de robô. Para finalizar, um cachorro robô levou a logomarca da feira para ser inserida no espaço da apresentação. Tudo feito com o apoio da Inteligência Artificial (IA), que deve ser o principal tema da maior feira de tecnologia industrial do mundo, que começa nesta segunda-feira.
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Os convidados da noite tinham seus nomes exibidos no telão a partir de perguntas respondidas por Inteligência Artificial, como ChatGPT. Caso do presidente da Baixa Saxônia. “Quem é o político famoso por cantar em um estádio de futebol?” Stephen Weil, torcedor fanático do clube Hannover 96, foi a resposta, deixa para o equivalente a governador da região onde fica Hannover subir ao palco e discursar.
O CEO da Siemens, Roland Busch, deu o discurso mais contundente em defesa da evolução tecnológica e do uso da Inteligência Artificial, dizendo que as empresas serão divididas entre as que adotam a IA e as que não usam. Na visão do executivo, isso também será um diferencial para o sucesso e o fracasso delas. “A Inteligência Artificial vai mudar nossos sistemas industriais e energéticos”, apontou Busch.
O dirigente da multinacional alemã também alertou que as mudanças em curso afetarão a Alemanha, defendendo alterações drásticas e redução da burocracia, para acelerar a inovação. “É uma grande oportunidade para nos reinventarmos como sociedade”, apontou.
As semelhanças entre os momentos de Alemanha e Canadá, bem como críticas ao governo de Donald Trump nos Estados Unidos também pautaram as falas em Hannover. Os dois países estão formando novos governos – por essa razão, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não compareceu à cerimônia de abertura. Também estão sendo alvos de novas tarifas dos EUA e, no caso do Canadá, até de manifestações que falam em anexar o país.
Todas as falas em defesa do reconhecimento do Canadá foram muito aplaudidas. “O Canadá não é nem será um estado de outro país”, discursou o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, que está finalizando sua gestão até a formação do novo governo. O executivo alemão ainda garantiu que o país estará ao lado do Canadá em eventual ameaça ao seu território.
Fez críticas ao isolacionismo e a barreiras ao livre mercado. Disse que a União Europeia é parceira, mas saberá reagir, caso os Estados Unidos não deixem outra opção.
Acordo UE-Mercosul
Scholz ainda defendeu investimentos em defesa e inovação, e disse que o remédio a medidas isolacionistas é mais livre mercado, mais competitividade e tecnologia. O premiê alemão também sustentou a importância de ampliar acordos comerciais e, assim como fez em edições anteriores de Hannover, defendeu o acordo comercial União Europeia-Mercosul, manifestando o desejo de que seja ratificado logo.
Os convidados da noite tinham seus nomes exibidos no telão a partir de perguntas respondidas por Inteligência Artificial, como ChatGPT. Caso do presidente da Baixa Saxônia. “Quem é o político famoso por cantar em um estádio de futebol?” Stephen Weil, torcedor fanático do clube Hannover 96, foi a resposta, deixa para o equivalente a governador da região onde fica Hannover subir ao palco e discursar.
O CEO da Siemens, Roland Busch, deu o discurso mais contundente em defesa da evolução tecnológica e do uso da Inteligência Artificial, dizendo que as empresas serão divididas entre as que adotam a IA e as que não usam. Na visão do executivo, isso também será um diferencial para o sucesso e o fracasso delas. “A Inteligência Artificial vai mudar nossos sistemas industriais e energéticos”, apontou Busch.
O dirigente da multinacional alemã também alertou que as mudanças em curso afetarão a Alemanha, defendendo alterações drásticas e redução da burocracia, para acelerar a inovação. “É uma grande oportunidade para nos reinventarmos como sociedade”, apontou.
As semelhanças entre os momentos de Alemanha e Canadá, bem como críticas ao governo de Donald Trump nos Estados Unidos também pautaram as falas em Hannover. Os dois países estão formando novos governos – por essa razão, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, não compareceu à cerimônia de abertura. Também estão sendo alvos de novas tarifas dos EUA e, no caso do Canadá, até de manifestações que falam em anexar o país.
Todas as falas em defesa do reconhecimento do Canadá foram muito aplaudidas. “O Canadá não é nem será um estado de outro país”, discursou o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, que está finalizando sua gestão até a formação do novo governo. O executivo alemão ainda garantiu que o país estará ao lado do Canadá em eventual ameaça ao seu território.
Fez críticas ao isolacionismo e a barreiras ao livre mercado. Disse que a União Europeia é parceira, mas saberá reagir, caso os Estados Unidos não deixem outra opção.
Acordo UE-Mercosul
Scholz ainda defendeu investimentos em defesa e inovação, e disse que o remédio a medidas isolacionistas é mais livre mercado, mais competitividade e tecnologia. O premiê alemão também sustentou a importância de ampliar acordos comerciais e, assim como fez em edições anteriores de Hannover, defendeu o acordo comercial União Europeia-Mercosul, manifestando o desejo de que seja ratificado logo.