Inaugurada em 2024, a fábrica de rações da cooperativa Cotribá, em Ibirubá, no Alto Jacuí, já chega a 18 horas de produção diárias, com capacidade de produção de 72 toneladas de rações para bovinos de leite e corte, suínos, aves, equinos, ovinos e suplementos minerais por hora e, segundo o vice-presidente da Cotribá, Ênio Nascimento, há demanda para chegar às 24 horas de produção diária, mas para garantir esse aumento da capacidade, nas chamadas segunda e terceira fases do projeto, seriam necessários novos investimentos, algo que, no momento, a cooperativa mantém em espera.
"É a nossa quarta safra consecutiva com muitas dificuldades, e temos ainda o cenário de alta nos juros e muita dificuldade de acesso a créditos, por isso, demos uma parada em todos os investimentos. Só voltaremos a pensar em investir em 2025 se surgirem recursos oficiais, governamentais, para as cooperativas. No momento, nossa prioridade é apoiar os produtores na recuperação de solo e em consultoria para a recuperação das suas produções", diz o dirigente.
A estimativa é de que, para finalizar a ampliação da capacidade da fábrica, seriam necessários R$ 26 milhões. Em 2024, foram investidos R$ 130 milhões no principal investimento da Cotribá no ano.
De acordo com Ênio Nascimento, a infraestrutura da cooperativa também não deve ter incrementos em 2025. Atualmente, com 9,5 mil associados, a Cotribá mantém 38 unidades de armazenagem para esticar até 13 milhões de sacos. Segundo Nascimento, a estrutura é mais do que suficiente para os últimos resultados das safras.
"Ainda é cedo para estimarmos a perda com essa safra, mas são quatro anos de acúmulo. No ano passado, por exemplo, o Extremo Sul perdeu tudo com as chuvas. Neste ano, vai ser a melhor safra dessa região. Mas a situação nas outras regiões, especialmente em microrregiões dentro de cada área de atuação da cooperativa, é bastante complicada. Tivemos muito solo perdido no ano passado. Agora, mesmo sem recursos, o foco está na recuperação desse solo", aponta Ênio Nascimento.
Segundo ele, a ação tem sido voltada à mobilização da área técnica da cooperativa, com consultorias e estímulo à agricultura de precisão, mas o vice-presidente completa: "Ainda faltam recursos oficiais até mesmo para essa necessária recuperação de solos no Rio Grande do Sul".
A preocupação da cooperativa, diante de mais uma temporada de estiagem, está na continuidade das lavouras diante das perdas aos produtores. Por isso, a Cotribá mantém um trabalho de capacitação para a sucessão nas propriedades. Já foram formados seis grupos de produtores jovens, fomentando 150 famílias no trabalho de sucessão das propriedades.
A expectativa para 2025 é de, pelo menos, igualar os R$ 3,8 bilhões de faturamento registrados pela companhia no ano passado.
"Temos falado muito sobre a necessidade de valorizarmos as culturas de inverno e, mais do que isso, a renda ao produtor no inverno. Na atual situação da soja, essa diversificação é muito necessária. Para isso, a cooperativa está fazendo o papel de indústria e de banco para estimular a produção da canola, com o fornecimento de insumos e garantia de compra de parte da produção. E tem ainda o trigo e até a pecuária, e aí encontramos a necessidade de existir seguro ao produtor. É preciso ter a opção do inverno, mas com garantia", comenta o vice-presidente da Cotribá.
FICHA TÉCNICA
Investimento: não informado
Estágio: não informado
Empresa: Cooperativa Cotribá
Cidade: Ibirubá
Área: Indústria
Investimento em 2024: R$ 130 milhões
Estágio: não informado
Empresa: Cooperativa Cotribá
Cidade: Ibirubá
Área: Indústria
Investimento em 2024: R$ 130 milhões