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Publicada em 31 de Março de 2025 às 15:31

BRDE supera R$ 21,5 bi em carteira de crédito após crescer mais de 20% em 2024

Resultado reforça posição do banco como segunda maior instituição de fomento do país

Resultado reforça posição do banco como segunda maior instituição de fomento do país

BRDE/Divulgação/JC
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Agências
Após fechar 2024 muito próximo dos R$ 6 bilhões (R$ 5,97 milhões) em novos financiamentos, o maior volume já registrado desde sua fundação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) superou a marca de R$ 21,5 bilhões no saldo de operações de crédito, com crescimento de 20,6% na comparação com o ano anterior. Com essa expansão de sua carteira, o ativo total do banco registrou um avanço ainda mais expressivo, de 21,3%, chegando a R$ 25,6 bilhões. Os números consolidam o BRDE como a segunda maior instituição de fomento do país – atrás apenas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – e a maior em termos de atuação regional.Os resultados constam do balanço financeiro divulgado nesta segunda-feira (31/3) e indicam que o lucro líquido do banco fechou em R$ 472,5 milhões, representando uma redução de 8,6% em comparação com 2023. Mesmo assim, trata-se do segundo melhor resultado operacional da série histórica, impactando num crescimento de 9,6% no patrimônio líquido da instituição (R$ 4,96 bilhões), o que permite maior capacidade financeira para novas captações de recursos e novas linhas de crédito.
Após fechar 2024 muito próximo dos R$ 6 bilhões (R$ 5,97 milhões) em novos financiamentos, o maior volume já registrado desde sua fundação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) superou a marca de R$ 21,5 bilhões no saldo de operações de crédito, com crescimento de 20,6% na comparação com o ano anterior. Com essa expansão de sua carteira, o ativo total do banco registrou um avanço ainda mais expressivo, de 21,3%, chegando a R$ 25,6 bilhões. Os números consolidam o BRDE como a segunda maior instituição de fomento do país – atrás apenas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – e a maior em termos de atuação regional.

Os resultados constam do balanço financeiro divulgado nesta segunda-feira (31/3) e indicam que o lucro líquido do banco fechou em R$ 472,5 milhões, representando uma redução de 8,6% em comparação com 2023. Mesmo assim, trata-se do segundo melhor resultado operacional da série histórica, impactando num crescimento de 9,6% no patrimônio líquido da instituição (R$ 4,96 bilhões), o que permite maior capacidade financeira para novas captações de recursos e novas linhas de crédito.

“Diante de um ano de enormes desafios – desde o esforço para viabilizar um volume tão expressivo em novos financiamentos até a urgência em apoiar os setores mais afetados pelos desastres meteorológicos –, os resultados são positivos em todos os aspectos. Acima de tudo, reforçam o nosso papel estratégico para o crescimento da economia em todo o Sul do Brasil”, destaca o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior.

Outro indicador positivo está na manutenção do índice extremamente baixo de inadimplência, que ficou em 0,64%, mantendo o patamar do ano anterior. “Isso sinaliza que o banco oferece crédito, mas igualmente presta assessoria para que o projeto financiado tenha êxito”, avalia Ranolfo.

O diretor-presidente lembra ainda que, no ano passado, o BRDE prorrogou o pagamento de parcelas por parte das empresas atingidas pelas enchentes, justamente para garantir a retomada das atividades e preservar os empregos.

Setores
Houve avanço no financiamento para os principais setores econômicos da região Sul, em especial para o agropecuário, com crescimento de 17,4% ao alcançar R$ 1,93 bilhão em novos contratos. Comércio e serviços ficaram num patamar muito próximo (R$ 1,91 bilhão, 6,5% maior que 2023) e a indústria teve um total de R$ 1,40 bilhão, subindo 15,5% na comparação com o ano anterior. Os investimentos em infraestrutura caíram 38,2%, ficando em R$ 709 milhões.

Se for considerada toda a cadeia do agronegócio – que abrange cooperativas de produção, produtores rurais de diferentes portes e agroindústrias – o BRDE destinou um total de R$ 2,8 bilhões em 2024. Com o apoio do banco, especificamente as cooperativas agroindustriais destinaram mais de R$ 1,1 bilhão em projetos de expansão e modernização de suas unidades.
  • LEIA TAMBÉM: Caçapava tem apoio do BRDE para projetos nas vias urbanas

Porte
Os financiamentos concedidos a micro e pequenas empresas (MPE) somaram R$ 799 milhões, enquanto os destinados a produtores rurais atingiram R$ 1,2 bilhão (crescimento de 44% em relação a 2023). Além disso, as contratações de crédito com prefeituras registraram crescimento expressivo nos últimos dois anos, totalizando R$ 476 milhões em 2024. Os financiamentos para empresas grandes (R$ 2,65 bilhões) e médias (R$ 825 milhões) tiveram pequenos recuos no volume de empréstimos.

O destaque em termos de contratações ficou com os produtores rurais, que alcançaram 78,2% entre mais de 13 mil financiamentos aprovados, seguidos dos micro e pequenos empresários (18,75%). Essa maior capilaridade na atuação do BRDE se deve ao volume de operações indiretas efetivadas em 2024 por meio das instituições parceiras, como as cooperativas de crédito, que totalizaram R$ 1,5 bilhão.

Na avaliação do diretor de Planejamento do banco, Leonardo Busatto, a presença cada vez mais forte do BRDE se deve em muito pelo fortalecimento das parcerias. “Buscamos ampliar nossas fontes para fazer frente à demanda por um modelo de crédito cada vez mais comprometido com a inovação e a sustentabilidade. Mas para chegar na ponta e conseguir os benefícios, tanto econômicos quanto sociais, é importante termos ferramentas que permitam o acesso ao financiamento”, explicou.



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