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Repórter Brasília
Edgar Lisboa

Edgar Lisboa

Publicada em 01 de Abril de 2025 às 19:16

Reforma ministerial depende de cálculo político de Lula

Trocas na Esplanada dos Ministérios vai depender do apoio que, principalmente, partidos do centrão vão dar nas eleições do ano que vem

Trocas na Esplanada dos Ministérios vai depender do apoio que, principalmente, partidos do centrão vão dar nas eleições do ano que vem

/Agência Brasil/Divulgação/JC
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a viagem ao Japão acompanhado dos presidentes da Câmara e do Senado, volta com bastante disposição de acelerar a reforma ministerial. O presidente faz o cálculo político das trocas que pretende fazer na Esplanada dos Ministérios. A reforma prometida a aliados vai depender do apoio que, principalmente, partidos do centrão vão dar nas eleições do ano que vem.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a viagem ao Japão acompanhado dos presidentes da Câmara e do Senado, volta com bastante disposição de acelerar a reforma ministerial. O presidente faz o cálculo político das trocas que pretende fazer na Esplanada dos Ministérios. A reforma prometida a aliados vai depender do apoio que, principalmente, partidos do centrão vão dar nas eleições do ano que vem.
Mais espaço aos partidos
Para não entrar num tsunami político eleitoral antes das eleições de 2026, Lula deve chamar os presidentes de algumas legendas para ajustar os ponteiros antes da distribuição dos ministérios. Partidos como o PP e PSD cobram mais espaço, ou mesmo, ministérios mais robustos.
Ministérios com mais orçamento
O União Brasil já deu o recado ao presidente. Não vai aceitar perder nenhuma das três pastas que tem. Alguns ministérios estão na mira de Lula, como o Desenvolvimento Agrário, e até mesmo a Secretaria-Geral da Presidência. Já o centrão reivindica pastas com mais orçamento.
Poder aos adversários
O presidente avalia até que ponto será bom para o governo ceder um ministério forte a um partido que no ano que vem pode sair do governo e apoiar um eventual adversário de Lula nas eleições. O certo é que as mudanças vão acontecer. Estão sendo discutidas e avaliadas no Palácio do Planalto. Outro ponto que vem sendo analisado após as conversas do presidente Lula com Davi Alcolumbre (União Brasil) e Hugo Motta (PP), na viagem ao Japão, é o apoio do Congresso ao governo e a própria governabilidade.
Aval do Parlamento
Lula depende do aval da Câmara e do Senado para vários projetos que poderão ser decisivos para as eleições de 2026. A prioridade do governo atualmente é a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Críticas ao governo
A verdade é que, agora, na mudança de cadeiras na Esplanada, presidentes de alguns partidos do centrão já fazem duras críticas ao governo. Isso também tem pesado na decisão de Lula.

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