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Repórter Brasília
Edgar Lisboa

Edgar Lisboa

Publicada em 31 de Março de 2025 às 19:00

Bohn Gass e Sanderson divergem sobre decisão do STF

Bohn Gass, do PT, e Ubiratan Sanderson, do PL, apresentaram suas posições

Bohn Gass, do PT, e Ubiratan Sanderson, do PL, apresentaram suas posições

fotomontagem/divulgação/JC
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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua promovendo debates na imprensa nacional e internacional e, principalmente, no Parlamento. O deputado Bohn Gass (PT, foto à esquerda) questionado sobre o que pode acontecer no Brasil após o ex-presidente ter se tornado réu, disse, sem meias palavras: "O que vai acontecer é que ele vai para cadeia, para o lugar que ele merece". Já o vice-líder da oposição, deputado federal gaúcho Ubiratan Sanderson (PL, foto à direita), quer o fim do foro privilegiado.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua promovendo debates na imprensa nacional e internacional e, principalmente, no Parlamento. O deputado Bohn Gass (PT, foto à esquerda) questionado sobre o que pode acontecer no Brasil após o ex-presidente ter se tornado réu, disse, sem meias palavras: "O que vai acontecer é que ele vai para cadeia, para o lugar que ele merece". Já o vice-líder da oposição, deputado federal gaúcho Ubiratan Sanderson (PL, foto à direita), quer o fim do foro privilegiado.
Mesmo erro dos advogados
Na visão de Bohn Gass, "esses deputados, todos eles, estão cometendo o mesmo erro dos advogados desses criminosos. Em vez deles dizerem que vão provar que não atentaram contra a democracia e que vão desmontar a acusação que foi feita contra os réus, ficam fazendo acusações".
Provas evidenciam os crimes
"Mas já que eles não podem desmontar, porque não têm argumentos e porque as provas estão evidenciando claramente que os crimes aconteceram, eles têm que achar uma outra desculpa. E a outra desculpa é falar mais uma fake, inventar outra coisa, é dizer que os juízes são do PT, e por isso que votaram pela condenação", assinalou Bohn Gass, acrescentando: "bobagens que não se sustentam, não param em pé, e eles em nenhum momento não estão dizendo que não houve o fato".
Foro especial
O vice-líder da oposição apresentou à Câmara um requerimento para incluir na ordem do dia o fim do foro privilegiado. A proposta prevê a extinção do foro especial por prerrogativa de função nos casos de crime comum. "O Supremo vai se dedicar a ser corte constitucional, e não um tribunal criminal. Será um passo na direção de uma nova Justiça neste País", ponderou o parlamentar.
Momento de avançar
O parlamentar destaca que fez pedidos ao ex-presidente Arthur Lira (PP) e que chegou agora o momento de avançar. "Sem o foro privilegiado, os deputados e senadores não podem mais ser processados pelo STF, tem que ser processado por um juiz comum. Todo o material tem que ser baixado por um juiz federal de primeiro grau de Brasília. Aí, com direito a iniciar o processo, e tira depois com direito a recurso, Tribunal Regional Federal, depois Superior Tribunal de Justiça e depois, se for o caso, se tiver alguma matéria constitucional, o STF".
Obstruindo a pauta
Em outra frente, os deputados do PL já estão também obstruindo a pauta. Porém, sabem que o efeito desse tipo de pressão é limitado.
Não gera dividendos políticos
Quanto à anistia, integrantes do centro e do centrão, como PP, MDB, União Brasil e Republicanos, entendem que essa é uma pauta que interessa apenas ao PL de Bolsonaro, que não gera dividendos políticos.
 

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