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Repórter Brasília
Edgar Lisboa

Edgar Lisboa

Publicada em 30 de Março de 2025 às 19:08

Bolsonaristas prometem fazer barulho

Para Afonso Motta, "seria uma grande irresponsabilidade colocar na pauta um assunto, como a anistia, que vai desestabilizar o País"

Para Afonso Motta, "seria uma grande irresponsabilidade colocar na pauta um assunto, como a anistia, que vai desestabilizar o País"

/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/JC
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Os parlamentares do PL e aliados prometem continuar, nesta semana, na tribuna da Câmara dos Deputados e nas redes sociais, o barulho iniciado logo após o Supremo decidir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu na trama de 8 de janeiro. Com ameaças, ofensas na esteira da polarização dos partidos, com acusações sem limites, um festival de narrativas com conteúdos que assustam até os mais radicais. O deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT, foto) acha que "a situação é delicada, mas a foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Japão com o comando do Congresso Nacional, diz muito".
Os parlamentares do PL e aliados prometem continuar, nesta semana, na tribuna da Câmara dos Deputados e nas redes sociais, o barulho iniciado logo após o Supremo decidir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu na trama de 8 de janeiro. Com ameaças, ofensas na esteira da polarização dos partidos, com acusações sem limites, um festival de narrativas com conteúdos que assustam até os mais radicais. O deputado federal gaúcho Afonso Motta (PDT, foto) acha que "a situação é delicada, mas a foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Japão com o comando do Congresso Nacional, diz muito".
Costurando com o Parlamento
A presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do ex-presidente Arthur Lira (PP), na comitiva de Lula, mostra a disposição de uma atuação conjunta em favor da governabilidade.
Mudança da legislação
Na opinião de Afonso Motta, "no Congresso tem um entendimento que é não deixar esse tensionamento e essa circunstância do julgamento de Bolsonaro radicalizar". Segundo o parlamentar, "o pedido da anistia tem por trás uma possibilidade de que se ela avançar, avance também a mudança da legislação eleitoral sobre inelegibilidade, e tentar alterar o prazo das condenações para beneficiar Bolsonaro".
Sem chance de prosperar
Afonso Motta disse que tudo é legítimo. "Não concordo, mas tudo é legítimo." Para o parlamentar, "a segurança que se tem no Congresso Nacional é de que os líderes e os presidentes não vão correr o risco de botar em pauta esse assunto. E se o presidente botar em pauta, não tem chance de prosperar, não tem como andar".
Canetaço não vai funcionar
Caso os presidentes da Câmara ou do Senado topem colocar em pauta a anistia, destaca Afonso Motta, "não pense que é um canetaço e no outro dia tem votação. Tem todo um procedimento com relação à matéria, é dessas que vai demorar um tempo".
Desestabilizar o País
Na visão do parlamentar gaúcho, "seria uma grande irresponsabilidade colocar na pauta um assunto que vai desestabilizar o País". Para o pedetista Afonso Motta, "se for para a pauta, o País retorna aos tempos do impeachment da (então presidente da República) Dilma (Rousseff, PT). Uma insegurança, sem saber o que vai acontecer ali na frente, um tensionamento, todas as questões de natureza fiscal, econômica, passam para o segundo plano".
Hugo Motta já deu o recado
O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou a pessoas próximas que não vai pautar o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro. O entendimento é que ceder a pressão traz prejuízos ao Congresso junto ao Supremo, em meio ao julgamento da denúncia do golpe.
Julgamento vai ser rápido
Por outro lado, avalia o deputado, "o Supremo Tribunal Federal está acelerando o processo, não vai ficar aí, avaliar as provas e a tramitação do processo. As partes vão apresentar as razões e tudo mais, isso não vai ficar indefinidamente; o julgamento, ao que tudo indica, vai ser rápido".
 

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