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Patrícia Comunello

Patrícia Comunello

Publicada em 23 de Fevereiro de 2025 às 20:28

Por que a francesa Louis Vuitton deixou o Iguatemi Porto Alegre?

Grife abriu em 2018 e teve depois mais concorrentes no segmento, como Gucci e Dolce&Gabbana

Grife abriu em 2018 e teve depois mais concorrentes no segmento, como Gucci e Dolce&Gabbana

/PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
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O Iguatemi Porto Alegre perdeu a grife que abriu a porteira da safra de operações aclamadas no mundo do luxo. A loja da francesa Louis Vuitton, do grupo LVMH, aberta em 2018 e que ficava na entrada principal do complexo, fechou em 28 de dezembro, logo depois do Natal, e em uma revisão da inserção em mercados como o do gaúcho. 
O Iguatemi Porto Alegre perdeu a grife que abriu a porteira da safra de operações aclamadas no mundo do luxo. A loja da francesa Louis Vuitton, do grupo LVMH, aberta em 2018 e que ficava na entrada principal do complexo, fechou em 28 de dezembro, logo depois do Natal, e em uma revisão da inserção em mercados como o do gaúcho. 
A direção do shopping não comenta sobre a decisão da marca de moda. Também não há definição do sucessor do espaço, mas já negociações em andamento. A gerente de marketing, Cris Maggi, reforça que há espaço para mais operações de luxo na base de clientes que frequenta o shopping e que o Iguatemi vai continuar expandindo opções.   
A coluna ouviu de outros operadores, principalmente quem vive o dia a dia do Iguatemi e está na vizinhança da antiga inquilina, que a chegada de outras grifes, a mais recente foi a Gucci, pertinho do ex-ponto da francesa, além da quase vizinha Dolce&Gabbana, pode ter dividido vendas com a Louis Vuitton.
A marca francesa também estaria focando mercados que fazem mais sentido para o grupo no Brasil, concentrando em regiões como São Paulo, com mais empreendimentos de alto padrão.
Por outro lado, o segmento de luxo vive em mercados globais e mais importantes, dos Estados Unidos, Europa à China (que ascendeu nas compras de itens de maior valor com a formação de uma classe de renda alta), queda de vendas de marcas icônicas, que não vêm entregando resultados "mais tão luxuosos" como antes.
Sites de conteúdo especializado em moda associam esse quadro a mudanças no comportamento de consumo dos mais ricos, incluindo revisar gastos em luxury, olhando a relação custo de fabricação e valor de venda, e sustentabilidade.
O segunda mão, o second hand (inglês), também ganha espaço nos segmentos de consumidores de marcas de luxo, tanto para ampliar o acesso a itens que teriam valores inacessíveis a faixas de renda média, como para ressignificar a relação de fãs da marca e longevidade de produtos.
A moda é a indústria de varejo que mais gera resíduos, associados a materiais e elevado volume e giro de coleções, que seguem o conceito do fast-fashion. 

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