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Patrícia Comunello

Patrícia Comunello

Publicada em 18 de Agosto de 2024 às 17:52

RS ganha novo hospital de olhos com aporte de médicos e fundador de rede de farmácia

Horgs já abriu para receber demanda regional e quer ser referência na área no País

Horgs já abriu para receber demanda regional e quer ser referência na área no País

PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
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Patrícia Comunello
Não é farmácia em esquina, mas tem a grife da quarta maior rede do setor no País. O mais novo hospital da região Norte do Rio Grande do Sul, uma das mais pujantes do Estado, contou com recursos de grupo de médicos e também do presidente da Farmácias São João, Pedro Brair, para ser erguido e equipado.
Não é farmácia em esquina, mas tem a grife da quarta maior rede do setor no País. O mais novo hospital da região Norte do Rio Grande do Sul, uma das mais pujantes do Estado, contou com recursos de grupo de médicos e também do presidente da Farmácias São João, Pedro Brair, para ser erguido e equipado.
O Hospital de Olhos do Rio Grande do Sul (Horgs), com investimento de R$ 30 milhões, acaba de estrear com a meta de ser referência no Brasil, projeta o grupo de médicos que está à frente do empreendimento. 
A capacidade instalada, na área de mais de 1,1 mil metros quadrados distribuída em três andares, é de 800 consultas e 800 cirurgias e 2 mil exames por mês. O ambiente é de alto padrão, tanto nos espaços de recepção e acolhimento do público, como nos setores de atendimento e blocos cirúrgicos e recuperação. 
O hospital fica na rua Teixeira Soares, 780, na área central da cidade e onde estão outros serviços de saúde tradicionais e que atraem pacientes de toda a região.

Equipamentos, alguns inéditos na região, e instalações cirúrgicas darão conta de diferentes procedimentos | PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Equipamentos, alguns inéditos na região, e instalações cirúrgicas darão conta de diferentes procedimentos PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
A estrutura conta com equipamentos de última geração importados, uma marca na área da Medicina, que podem fazer em segundos alguns tipos de intervenções entre os mais demandados, cita o diretor clínico, Jackson Jacques de Castro.
Um deles, de origem alemã, é usado nas cirurgias refrativas e é o primeiro no Norte do Estado. "É usado para operar catarata. É o melhor que existe no mundo. Vamos fazer aqui todas as cirurgias possíveis na Oftalmologia", observa Castro.
No caso da catarata, a expetativa é que o paciente possa sofrer a cirurgia no mesmo dia da consulta, evitando deslocamentos e acelerando o acesso. "Vamos abreviar o tempo, deslocamento da pessoa. Vamos ter as melhores lentes aqui para possibilitar a rapidez no atendimento", exemplifica o diretor clínico.     
O presidente da São João, Pedro Brair, diz que o apoio e ajuda ao projeto faz parte de uma iniciativa pessoal. O valor não chegou a ser divulgado. Um grupo de médicos também é sócio no Horgs, além de outros investidores. Mas é difícil separar a varejista farmacêutico, que tem negócios também na área imobiliária e de agronegócio, do envolvimento na iniciativa.
A inauguração do Horgs foi marcada por um mega evento, que reuniu mais de 800 pessoas no centro de distribuição (CD) da rede na quinta-feira passada. "O que me conectou ao Horgs e aos profissionais foi a visão empreendedora de uma lacuna a ser preenchida", explicou o empresário.

Castro, diretor clínico, diz que convênios devem ser credenciados, além de prefeituras | PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Castro, diretor clínico, diz que convênios devem ser credenciados, além de prefeituras PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
Uma preocupação que foi frisada pelos gestores médicos é que a nova operação não pretende prejudicar outras unidades, como pequenas clínicas e consultórios espalhados pela região. O diretor científico, Wagner Schneider, reforçou que a intenção é alcançar "suporte técnico e estrutura para médicos".
"O Horgs foi feito e projetado por oftalmologistas para oftalmologistas trabalharem. O beneficiado lá no final vai ser o paciente", aposta Castro.
Um dos focos é evitar que a resolução de casos tenha de ser feita em Porto Alegre, o que é rotina em muitos diagnósticos e tratamentos. Mesmo sendo considerada o segundo maior polo médico do Estado, atrás apenas da Capital, Passo Fundo ainda tem de buscar recursos técnicos fora.
"O Horgs não vem para fechar clínicas oftalmológicas no interior do Estado. Queremos ser um porto seguro para casos complexos a simples", conectou o diretor científico, citando que a intenção é abrir canais para que outros profissionais da área possam usar as instalações para atender seus pacientes.
"Há muitas especialidades na cidade que são referências nacionais e internacionais. A Oftalmologia não era. Temos a obsessão de criar um centro de referência para o Rio Grande do Sul e ter, aqui, o padrão dos maiores do Brasil e de fora", destaca Roger Syllos, diretor técnico do empreendimento. 
Para montar a unidade, Castro explica que consultorias nacionais foram contratadas para dimensionar o tamanho e como seria a unidade, considerada de alta complexidade pelo perfil do atendimento e cirurgias. Estima-se que 30 mil pessoas circulem por dia em áreas de saúde e educação da cidade, grande parte de outras localidades tanto do Estado como de Santa Catarina, além de outras regiões do País.
"O Horgs está agora de portas abertas. Já vamos começar a credenciar convênios que só aguardavam a abertura. Também vamos buscar prefeituras da região", projeta o diretor clínico. 

Pedro Brair: "Quem está no comando tem muita responsabilidade"

"É um projeto que visa ao bem comum e melhor qualidade de vida", valorizou Pedro Brair  | PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
"É um projeto que visa ao bem comum e melhor qualidade de vida", valorizou Pedro Brair PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
O empresário Pedro Brair mostra entusiasmo em alto grau com o novo hospital. No lançamento na sede do CD da rede, Brair valorizou o impacto que a unidade trará à região:   
“O Horgs é inovação e prestação de serviço que vai ajudar muito Passo Fundo e a região. Por melhor que seja o profissional, ele não pode trabalhar na floresta, tem de ter equipamentos, tecnologia e inovação. Não sou protagonista, sou coadjuvante. Tem muitas pessoas que deram tempo e sonharam com esse projeto", destacou ele.
"Hoje, para construir qualquer ideia e executar, exige muito esforço e trabalho. Além dos médicos que trabalharam muito, tem uma pessoa, o João Carlos Carvalho, diretor administrativo, que sofreu muita pressão para que tudo funcionasse", reconheceu Brair, o que mostra atenção a todas as áreas que atuaram na implantação:
"Quem está no comando tem muita responsabilidade. É um projeto que visa ao bem comum e melhor qualidade de vida. O que é bacana é que temos tecnologia, profissionais e ambiente para acesso à população. Faz muito parte da nossa essência atender a todos indistintamente".

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