Raphael Machioni
Co-fundador e CEO da Assis, assistente virtual para autônomos
Com capacidade de realizar diversas tarefas, o ChatGPT tem caído cada vez mais nas graças do grande público. Mesmo com o lançamento recente, a tecnologia conta com muitos adeptos. Para termos uma ideia, um estudo da Semrush aponta que, globalmente, a OpenAI, empresa responsável pela solução, teve mais de 800 milhões de acessos esse ano, um aumento de cerca de 42.000% em relação a 2022. O mesmo estudo aponta que o perfil dos usuários é de pessoas entre 25 e 34 anos.
É compreensível que essa faixa etária seja a mais engajada no uso do ChatGPT, pois é a geração que cresceu rodeada de tecnologia. Além disso, a proposta é muito interessante, pois hoje já existem newsletters e artigos criados totalmente por Inteligência Artificial, além de que a solução é bastante versátil, podendo fornecer desde resumos detalhados sobre assuntos complexos até traduzir um texto para até 95 idiomas diferentes.
Contudo, uma usabilidade efetiva para a tecnologia tem sido pouco difundida, que é o quanto ela pode ajudar trabalhadores autônomos. Antes de seguirmos o raciocínio, vale darmos um contexto. Segundo um estudo do Sebrae, um empreendedor individual costuma trabalhar em média 9,3 horas por dia, muitas vezes aos finais de semana. Isso representa 56% mais horas semanais do que os funcionários registrados.
Com isso, o ChatGPT pode servir como um assistente virtual do autônomo, atuando praticamente como seu secretário particular, fazendo as tarefas burocráticas como primeiro atendimento ao cliente, envio de orçamentos, lembretes diversos e até mesmo mensagens personalizadas para cada consumidor. Isso permite que o empreendedor foque em sua principal atividade e não tenha os custos de contratação de um funcionário.
Vale ressaltar também outras capacitações da tecnologia, que consegue escrever linhas de programação completas, traçar estratégias de venda, dar dicas e conselhos sobre vários tópicos e até produzir teses acadêmicas detalhadas. Além disso, para quem está em fase escolar já é possível até mesmo estudar por meio do ChatGPT, já que ele consegue desenvolver perguntas e respostas personalizadas sobre qualquer assunto, além de preparar um resumo sobre os assuntos mais abordados nos vestibulares brasileiros.
Dessa maneira, não devemos temer o advento tecnológico, e sim sermos receptivos com a Inteligência Artificial. A tecnologia não vem para substituir o ser humano, mas sim para agregar e ajudá-lo a prosperar cada vez mais em seu trabalho. Essas soluções também criam novos postos e oportunidades no mercado, mudando a sociedade e proporcionando novos horizontes.
Claro que, como toda nova tecnologia no mercado, o ChatGPT ainda está dando os seus primeiros passos e é natural que tenhamos uma certa insegurança quanto à sua funcionalidade. Porém, não há nada a temer, já que existem políticas de uso responsável em relação a ele, que evitam o seu uso em atividades ilegais e enganosas. A OpenAI, que criou o ChatGPT, também trabalha em melhorias contínuas de segurança, refinando seus algoritmos e aprimorando questões referentes à proteção de dados.
Assim, vale a pena darmos uma chance e a utilizarmos a nosso favor. Sabemos que uma nova solução de mercado representa o desconhecido e o diferente, mas cabe a nós também nos informarmos e estarmos dispostos a aprender. Estar atualizado quanto às novidades é primordial para o nosso desenvolvimento profissional e pessoal, já que a sociedade só chegou ao patamar atual graças a grandes estudos, além de que mudanças são sempre inevitáveis e necessárias, nos tirando da zona de conforto e trazendo um novo olhar para tudo à nossa volta.
Entenda a diferença entre OKR x Meta x Indicadores de Produtividade (KPI)
Rafael Bueno, CEO e fundador da TeamCulture
/TeamCulture/divulgação/jc
Rafael Bueno
CEO e fundador da TeamCulture
Os resultados associados ao trabalho dos conceitos de OKR, Metas e Indicadores de Produtividade (KPIs) são muito interessantes para as empresas. Contudo, antes de colocar em prática, é preciso entender estes conceitos e como é o trabalho desenvolvido com cada um deles.
Cada um desses conceitos está associado a uma prática, portanto este será nosso ponto de partida: KPIs são indicadores de performance, ou seja, tudo o que a empresa puder e decidir que vale a pena metrificar se torna um KPI. Estas métricas não são fixas, cada organização decide quais indicadores contribuirão para a melhor tomada de decisões.
Quando falamos de metas, existem dois conceitos: 1. as metas que são almejadas para a empresa, como metas organizacionais, e as individuais, que são metas de desenvolvimento ou resultado pessoal. Abordaremos aqui, a meta organizacional. Meta é algo concreto, que pode utilizar os KPIs. A diferença é que metas são mais específicas, devem ser mensuráveis, atingíveis e relevantes, além de ter um prazo para acontecer.
Já OKR, trata-se do alinhamento que fornece direcionamento dentro da empresa, através de objetivos e resultados-chave, que unidos trazem uma conexão e um maior pertencimento das pessoas. Lembrando que a natureza do OKR é ser desafiador.
Pensando na implementação destes conceitos, podemos dizer que KPI e Metas são facilmente implementáveis e os resultados podem ser vistos de forma imediata, ou em pouco tempo.
A determinação de KPI é imediata, após determinar o indicador e a métrica que será acompanhada, é preciso apenas implementar na empresa e os KPIs serão determinantes de imediato. Meta, por outro lado, é baseada nos objetivos da empresa e deve estar alinhada com os mesmos com base em indicadores, portanto sua implementação é simples e seu prazo de conclusão é definido logo de início.
Quando falamos em OKR, o tema carece de um planejamento maior, requerendo mais tempo para cada uma de suas etapas. Ou seja, é uma estratégia organizacional e envolve o planejamento estratégico e tático, além das iniciativas, acompanhamento e apuração.
É uma metodologia aplicada dentro de uma empresa. Tudo isso faz parte de um ciclo de OKR que deve ser trabalhado, aplicado através de uma metodologia, com rituais, rotinas, datas e um cronograma.
Apenas as etapas de planejamento podem durar de 1 a 3 meses, pois envolvem a participação dos colaboradores e é algo que abrange toda a empresa.
O tempo do ciclo fica à critério da empresa, mas geralmente o planejamento estratégico é anual e o tático semestral / trimestral.
Exemplificando, se uma empresa coloca como objetivo de uma equipe atingir um determinado número de vendas, pode ser estruturado como uma meta de uma equipe atrelada a um direcionamento de objetivo como potencializar vendas por uma estratégia de inside sales.
O atingimento deste objetivo pode ser acompanhado através de alguns resultados chaves quantitativos, como novos clientes, reuniões e lucros em resultado de novos negócios.
Além disso, é possível acompanhar os Indicadores de Performance (KPIs) pela equipe, quantidade de iterações, tempo médio de negociação, entre outros, para ter um melhor entendimento da performance do time como, por exemplo, a quantidade de ligações realizadas.
Podemos observar, portanto, que os três conceitos não precisam estar separados, podem ser trabalhados de forma simultânea pelas organizações e, inclusive, são complementares. Se alinhados, trabalham juntos para melhorar os resultados da organização.


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