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Publicada em 24 de Março de 2025 às 18:17

Piratini e entidades do agro buscam medidas contra impactos climáticos

Foram discutidas propostas para transformar modelo produtivo atual em um sistema mais adaptado às novas realidades climáticas

Foram discutidas propostas para transformar modelo produtivo atual em um sistema mais adaptado às novas realidades climáticas

JÜRGEN MAYHOFER/PALÁCIO PIRATINI/JC
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 Representantes do governo gaúcho e das principais entidades ligadas à agricultura no Estado alinharam, em reunião realizada nesta segunda-feira (24), estratégias para enfrentar a crise contínua no meio rural, em decorrência de sucessivos eventos climáticos extremos e cada vez mais intensos. Na pauta estiveram as demandas ao governo federal por medidas emergenciais, em especial no que diz respeito às dívidas dos produtores, e também por estratégias para construir um futuro mais resiliente para o agronegócio do Estado.
 Representantes do governo gaúcho e das principais entidades ligadas à agricultura no Estado alinharam, em reunião realizada nesta segunda-feira (24), estratégias para enfrentar a crise contínua no meio rural, em decorrência de sucessivos eventos climáticos extremos e cada vez mais intensos. Na pauta estiveram as demandas ao governo federal por medidas emergenciais, em especial no que diz respeito às dívidas dos produtores, e também por estratégias para construir um futuro mais resiliente para o agronegócio do Estado.
Foram discutidas propostas para transformar o modelo produtivo atual em um sistema mais adaptado às novas realidades climáticas.
"Não estamos aqui para apenas resolver problemas do passado, mas para construir o futuro do Rio Grande com um agro mais sustentável. Estamos diante de um cenário no qual eventos meteorológicos extremos não são mais exceção, mas uma realidade com a qual precisamos aprender a conviver. Não se trata de resolver apenas uma safra, mas o futuro", destacou Leite.
No encontro, que contou com representantes das federações da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) e de outras entidades ligadas ao setor, um dos pontos debatidos foi a dificuldade de se implementar soluções estruturantes, como sistemas de irrigação, enquanto os produtores enfrentam alto endividamento.
"Não conseguimos avançar com a irrigação se o produtor está endividado. É preciso resolver essa questão", pontuou Leite.
Quanto à securitização das dívidas, tema que tem mobilizado o setor, o grupo reconheceu os desafios envolvendo a proposta e a necessidade de buscar alternativas.
A securitização pode ser um caminho, mas precisamos também trabalhar com outras possibilidades para encontrar uma solução que dê mais sustentação ao setor", ponderou o governador.
Ficou definido que uma articulação política ampla será intensificada para avançar com as propostas. A ideia é buscar apoio com diferentes setores que possam contribuir para a aprovação das medidas necessárias.
"Vamos trabalhar para reunir todos os atores políticos e econômicos que possam nos ajudar nessa missão. Esta não é uma pauta sobre dívidas do passado, mas uma necessidade para o futuro do Rio Grande do Sul e, por consequência, do Brasil", enfatizou Leite.
Participaram do encontro, ainda, o vice-governador Gabriel Souza e os secretários Artur Lemos (Casa Civil), Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico), Clair Kuhn (Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), Vilson Covatti (Desenvolvimento Rural) e Caio Tomazeli (Comunicação), além do líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes, e do deputado federal Pedro Westphalen.

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