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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Transporte

Notícia da edição impressa de 16/05/2018. Alterada em 16/05 às 00h18min

Taxistas optam por não aumentar tarifa

Maior parte dos 4 mil taxistas de Porto Alegre apoiou a iniciativa, impulsionada pela atuação de aplicativos

Maior parte dos 4 mil taxistas de Porto Alegre apoiou a iniciativa, impulsionada pela atuação de aplicativos


/LUIZA PRADO/JC
Amanda Jansson Breitsameter
Pelo segundo ano seguido, a tarifa de táxi de Porto Alegre não terá reajuste. A decisão, tomada pelos próprios permissionários da Capital, ocorre em função da queda, registrada nos últimos anos, de cerca de 40% na procura pelo serviço devido à atuação dos aplicativos de transporte, segundo estimativas do próprio Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi).
Conforme o diretor-presidente do sindicato, Adão Ferreira de Campos, a maioria dos taxistas que trabalham atualmente na cidade - cerca de 4 mil ao todo - apoiou um abaixo-assinado que rejeita a aplicação do reajuste. "Queremos mostrar ao cliente que o táxi é um serviço diferenciado e seguro. O taxista é um profissional qualificado, que trabalha sob um valor acessível", defende Campos.
Segundo o dirigente sindical, aos poucos, o movimento vem crescendo, com a volta de passageiros que haviam migrado para o transporte por aplicativo. "O cliente vem notando que o preço mais baixo dos apps não é tão mais baixo assim, em razão de tarifas dinâmicas, por exemplo. E há também as questões de segurança, já que os taxistas são fiscalizados pelo poder público", defende.
O reajuste dos valores cobrados por táxis é previsto por lei para ocorrer a cada 12 meses - balizado pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV) - ou quando houver aumento dos combustíveis em índice igual ou superior a 8%. No entanto, alterações na Lei Geral dos Táxis, aprovada recentemente pela Câmara de Vereadores, deixaram o aumento condicionado a uma decisão coletiva dos taxistas.
Segundo o novo texto, os permissionários devem indicar o percentual que entendem ser "devido e aplicável", o qual será submetido à Empresa Público de Transporte e Circulação (EPTC), a quem compete a elaboração dos cálculos e a apuração dos novos valores da tarifa. A lei ainda não foi sancionada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior.
O último reajuste dos preços do serviço de táxi na Capital foi aplicado em abril de 2016. Atualmente, a bandeirada inicial é de R$ 5,18, e o valor cobrado por quilômetro rodado em bandeira 1 é de R$ 2,59, enquanto em bandeira 2 (das 20h às 6h; sábados, a partir das 15h; domingos e feriados) é de R$ 3,36.
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